Tuesday, January 29, 2008

Parque Mayer - Comerciantes receiam regresso do recinto à Bragaparques.

By Sol:

Comerciantes receiam regresso do recinto à Bragaparques

«O Parque Mayer de volta para a Bragaparques… jamais!». É desta forma que os comerciantes e moradores reagem à decisão da Câmara de Lisboa anular o negócio da permuta dos terrenos da Feira Popular com os do Parque

«Sabemos o que temos passado ao longo dos anos com as permutas e negócios deste espaço e por isso vamos continuar a tentar resistir», afirmou Júlio Gonçalves, o porta-voz dos últimos sete arrendatários resistentes no Parque Mayer.

A Câmara de Lisboa aprovou sexta-feira a proposta do presidente, António Costa (PS), para a autarquia passar a defender em tribunal a nulidade da permuta dos terrenos da Feira Popular com o Parque Mayer.

A proposta aprovada sexta-feira determina que, depois de «declarada judicialmente a nulidade da permuta» com a empresa Bragaparques pelos terrenos da antiga Feira Popular em Entrecampos, a Câmara mantém a intenção de «proceder à aquisição do Parque Mayer, por via de acordo ou, e caso seja necessário, mediante expropriação pública».

Os comerciantes e a única moradora no recinto «não aceitam a anulação da permuta dos terrenos para a Bragaparques» e querem que a situação seja resolvida pela Câmara Municipal de Lisboa.

«Não podemos reparar, melhorar ou arranjar, mesmo que queiramos, as instalações dos nossos negócios», em virtude dos imóveis não lhes pertencerem e «existe um total alheamento das autoridades responsáveis», explica Júlio Calçada, o representante das entidades ainda de portas abertas naquele espaço.

Questionado sobre uma solução para os últimos rendeiros, Júlio Calçada desabafa:«não faço ideia nenhuma, mas a câmara Municipal de Lisboa tem responsabilidade nisto tudo», acusando o desgaste e o cansaço de «tantas promessas» ao longo de todo o processo.

O gerente comercial do restaurante O Manel, fundado em 1952, alega que prefere a câmara de Lisboa como titular do espaço e cobradora de rendas, do que a Bragaparques, não reconhecendo à empresa de Braga a «vontade para resolver os problemas».

Vasco Morgado Júnior nascido, criado e um dos contestatários dos negócios dos terrenos do parque, apela para a recuperação do património, afirmando que «o Parque Mayer criticava o governo antes do 25 de Abril, agora faz cair câmaras», reforçando que já «não sabe o que acreditar» mas crê ainda que «o Estado é uma pessoa de bem».

O herdeiro de três gerações ligadas ao teatro de revista, Vasco Morgado, mantém a convicção de que «não se pode perder a tradição e a história» do Parque Mayer, e reafirma que fará tudo o que estiver ao seu alcance para «ajudar a que o património não se perca».

A gerente do restaurante Manecas situado ao lado do Teatro Maria Vitória, assume-se revoltada com «a falta de dignidade e respeito a que as pessoas, e o próprio parque, foram votadas», pelas autoridades.

«Os políticos só se lembram do Parque Mayer durante as campanhas eleitorais», reforçando que «o Parque dá, mas também tira as presidências, os gajos vão todos à vida, nós cá ficamos a sofrer, mas vivos», desabafa a Manecas de forma emocionada.

Mimi, nome artístico escolhido pela própria, de 72 anos, nasceu e foi criada no Parque Mayer, sendo a única «resistente» que ainda habita no parque, disse que ninguém a contactou ultimamente, «falaram comigo [Bragaparques], mas já há muito tempo e sem qualquer resultado».

A senhora afirma que «tem medo de sair das portas do parque, e que só recentemente foi a Campo de Ourique», conta com um sorriso nos lábios.

O receio de se «perder em Lisboa é constante», aguarda as decisões políticas acusando o desgaste e o tempo, apontando para o decrépito Capitólio, «não posso sair daqui, vi isto tudo quando era novo e agora é o que se vê».

O Guarda-roupa Paiva, que celebra 79 anos em Abril, é agora gerido por Helena a terceira geração da família Paiva, que recorda durante a conversa com a Lusa que a empresa fundada pelo seu avô, «vestiu os artistas de três teatros do Parque Mayer, mais o Avenida e o Apollo».

A responsável alega que as classes políticas e as autoridades do país «não têm respeito por ninguém» e que «nunca ligaram nenhuma às pessoas», explicando que o negócio é prejudicado diariamente em virtude da degradação dos imóveis e do espaço que envolve os teatro do Parque Mayer.

A ideia do possível regresso da titularidade do espaço à Bragaparques «é mais um sofrimento para nós»,bastando «ver à sua volta, o estado a que isto tudo chegou», desabafa o cenógrafo Zé Manel, que trabalhou toda a sua vida nos cenários dos teatros daquele espaço.

No Parque Mayer, localizado a meio da Avenida da Liberdade, onde durante décadas foi espaço de artistas e sátira ao poder e à sociedade, ainda funciona o Teatro Maria Vitória, três restaurantes, o Sindicato das Artes e Espectáculos, a Livraria Fumaça e onde habita a septuagenária Mimi.

Lusa / SOL

By Sol:

Comerciantes receiam regresso do recinto à Bragaparques

«O Parque Mayer de volta para a Bragaparques… jamais!». É desta forma que os comerciantes e moradores reagem à decisão da Câmara de Lisboa anular o negócio da permuta dos terrenos da Feira Popular com os do Parque

«Sabemos o que temos passado ao longo dos anos com as permutas e negócios deste espaço e por isso vamos continuar a tentar resistir», afirmou Júlio Gonçalves, o porta-voz dos últimos sete arrendatários resistentes no Parque Mayer.

A Câmara de Lisboa aprovou sexta-feira a proposta do presidente, António Costa (PS), para a autarquia passar a defender em tribunal a nulidade da permuta dos terrenos da Feira Popular com o Parque Mayer.

A proposta aprovada sexta-feira determina que, depois de «declarada judicialmente a nulidade da permuta» com a empresa Bragaparques pelos terrenos da antiga Feira Popular em Entrecampos, a Câmara mantém a intenção de «proceder à aquisição do Parque Mayer, por via de acordo ou, e caso seja necessário, mediante expropriação pública».

Os comerciantes e a única moradora no recinto «não aceitam a anulação da permuta dos terrenos para a Bragaparques» e querem que a situação seja resolvida pela Câmara Municipal de Lisboa.

«Não podemos reparar, melhorar ou arranjar, mesmo que queiramos, as instalações dos nossos negócios», em virtude dos imóveis não lhes pertencerem e «existe um total alheamento das autoridades responsáveis», explica Júlio Calçada, o representante das entidades ainda de portas abertas naquele espaço.

Questionado sobre uma solução para os últimos rendeiros, Júlio Calçada desabafa:«não faço ideia nenhuma, mas a câmara Municipal de Lisboa tem responsabilidade nisto tudo», acusando o desgaste e o cansaço de «tantas promessas» ao longo de todo o processo.

O gerente comercial do restaurante O Manel, fundado em 1952, alega que prefere a câmara de Lisboa como titular do espaço e cobradora de rendas, do que a Bragaparques, não reconhecendo à empresa de Braga a «vontade para resolver os problemas».

Vasco Morgado Júnior nascido, criado e um dos contestatários dos negócios dos terrenos do parque, apela para a recuperação do património, afirmando que «o Parque Mayer criticava o governo antes do 25 de Abril, agora faz cair câmaras», reforçando que já «não sabe o que acreditar» mas crê ainda que «o Estado é uma pessoa de bem».

O herdeiro de três gerações ligadas ao teatro de revista, Vasco Morgado, mantém a convicção de que «não se pode perder a tradição e a história» do Parque Mayer, e reafirma que fará tudo o que estiver ao seu alcance para «ajudar a que o património não se perca».

A gerente do restaurante Manecas situado ao lado do Teatro Maria Vitória, assume-se revoltada com «a falta de dignidade e respeito a que as pessoas, e o próprio parque, foram votadas», pelas autoridades.

«Os políticos só se lembram do Parque Mayer durante as campanhas eleitorais», reforçando que «o Parque dá, mas também tira as presidências, os gajos vão todos à vida, nós cá ficamos a sofrer, mas vivos», desabafa a Manecas de forma emocionada.

Mimi, nome artístico escolhido pela própria, de 72 anos, nasceu e foi criada no Parque Mayer, sendo a única «resistente» que ainda habita no parque, disse que ninguém a contactou ultimamente, «falaram comigo [Bragaparques], mas já há muito tempo e sem qualquer resultado».

A senhora afirma que «tem medo de sair das portas do parque, e que só recentemente foi a Campo de Ourique», conta com um sorriso nos lábios.

O receio de se «perder em Lisboa é constante», aguarda as decisões políticas acusando o desgaste e o tempo, apontando para o decrépito Capitólio, «não posso sair daqui, vi isto tudo quando era novo e agora é o que se vê».

O Guarda-roupa Paiva, que celebra 79 anos em Abril, é agora gerido por Helena a terceira geração da família Paiva, que recorda durante a conversa com a Lusa que a empresa fundada pelo seu avô, «vestiu os artistas de três teatros do Parque Mayer, mais o Avenida e o Apollo».

A responsável alega que as classes políticas e as autoridades do país «não têm respeito por ninguém» e que «nunca ligaram nenhuma às pessoas», explicando que o negócio é prejudicado diariamente em virtude da degradação dos imóveis e do espaço que envolve os teatro do Parque Mayer.

A ideia do possível regresso da titularidade do espaço à Bragaparques «é mais um sofrimento para nós»,bastando «ver à sua volta, o estado a que isto tudo chegou», desabafa o cenógrafo Zé Manel, que trabalhou toda a sua vida nos cenários dos teatros daquele espaço.

No Parque Mayer, localizado a meio da Avenida da Liberdade, onde durante décadas foi espaço de artistas e sátira ao poder e à sociedade, ainda funciona o Teatro Maria Vitória, três restaurantes, o Sindicato das Artes e Espectáculos, a Livraria Fumaça e onde habita a septuagenária Mimi.

Lusa / SOL

Posted by João Miguel Mesquita at 14:08:20 | Permalink | No Comments »

Monday, January 28, 2008

Reabilitação do Capitólio

Concurso Público Internacional para a Reabilitação do Capitólio
(2008-01-21; Fonte: Câmara Municipal de Lisboa)

Concurso Público Internacional para a execução de Projecto de Reabilitação do edifício do Capitólio para o Município de Lisboa

A Câmara Municipal de Lisboa informa que está aberto o Concurso Público Internacional para a Execução de Projecto de Reabilitação do Edifício do Capitólio. As propostas deverão ser entregues até ao dia 31 de Março de 2008.

Mais informações http://ulisses.cm-lisboa.pt/capitolio

Considerado como um projecto de ruptura, o edifício do Capitólio foi o reflexo das mudanças que se operaram na arquitectura portuguesa resultante do aparecimento de um novo material - o betão armado. Objecto de inúmeras alterações ao longo dos tempos, o edifício é hoje uma ténue imagem do que foi outrora um rasgo inovador do Arq. Luís Cristino da Silva .

O concurso visa a adjudicação a uma equipa projectista do desenvolvimento do projecto de reabilitação do Capitólio, reconvertido à sua traça original (projecto 1925-1931), resolvendo os problemas estruturais e funcionais existentes.

A recuperação do edifício do Capitólio será enquadrada no desenvolvimento do futuro Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim Botânico e Espaço Envolvente, surgindo este como um equipamento âncora para a revitalização do recinto.

 

Concurso Público Internacional para a Reabilitação do Capitólio
(2008-01-21; Fonte: Câmara Municipal de Lisboa)

Concurso Público Internacional para a execução de Projecto de Reabilitação do edifício do Capitólio para o Município de Lisboa

A Câmara Municipal de Lisboa informa que está aberto o Concurso Público Internacional para a Execução de Projecto de Reabilitação do Edifício do Capitólio. As propostas deverão ser entregues até ao dia 31 de Março de 2008.

Mais informações http://ulisses.cm-lisboa.pt/capitolio

Considerado como um projecto de ruptura, o edifício do Capitólio foi o reflexo das mudanças que se operaram na arquitectura portuguesa resultante do aparecimento de um novo material - o betão armado. Objecto de inúmeras alterações ao longo dos tempos, o edifício é hoje uma ténue imagem do que foi outrora um rasgo inovador do Arq. Luís Cristino da Silva .

O concurso visa a adjudicação a uma equipa projectista do desenvolvimento do projecto de reabilitação do Capitólio, reconvertido à sua traça original (projecto 1925-1931), resolvendo os problemas estruturais e funcionais existentes.

A recuperação do edifício do Capitólio será enquadrada no desenvolvimento do futuro Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim Botânico e Espaço Envolvente, surgindo este como um equipamento âncora para a revitalização do recinto.

 

Posted by João Miguel Mesquita at 14:16:37 | Permalink | No Comments »

Puro Exercício de Cidadania.

O Estado do Bairro Alto.

O Blog Cidadania LX, levanta um problema bem real e assustador, que na qualidade de Deputado Municipal, já alertei em Assembleia Municipal, o estado em que se encontra o Bairro Alto é desolador, e não é só os graffitis, o estado do edificado ou o pouco cuidado com o espaço público. É também a insegurança, a falta de estratégia de acompanhamento aos comerciantes e turismo, e muita falta de civismo, que mesmo não sendo da responsabilidade das autoridades esta ultima pode sempre fazer-se alguma coisa quanto mais não seja uma boa campanha de sensibilização e quem sabe começar por aqui não seria um primeiro grande passo. O Bairro Alto tem um enorme potencial que deve ser bem tratado, fica aqui o compromisso para levar a próxima Assembleia Municipal uma recomendação com a intenção de reabilitar e preservar o Bairro Alto com efeitos imediatos.

Por mais que digam que outros já fizeram e o PSD ficou calado não me parece que assim seja. As propostas que até hoje chegaram a Assembleia Municipal de Lisboa não tinham qualquer crédito ou capacidade de execução e para alem do mais tinham componentes altamente lesivas para os comerciantes e transeuntes, e o que se pretende é um Bairro Alto feito para todos sem excepção. Porque fazer propostas por fazer o melhor mesmo é estar sossegado. O  que se pretende é fazer com todos a participar por mais difícil que seja, o desafio é mesmo esse; seremos nos cidadãos de Lisboa capazes de fazer tudo para conseguir dar nobreza e dimensão a uma determinada zona da cidade? Ou somos meros demagogos que apenas nos interessa é o escárnio e mal dizer?

Nota: Aceito sugestões para a referida Recomendação, envie a sua para joao.miguel.mesquita@cm-lisboa.pt

O Estado do Bairro Alto.

O Blog Cidadania LX, levanta um problema bem real e assustador, que na qualidade de Deputado Municipal, já alertei em Assembleia Municipal, o estado em que se encontra o Bairro Alto é desolador, e não é só os graffitis, o estado do edificado ou o pouco cuidado com o espaço público. É também a insegurança, a falta de estratégia de acompanhamento aos comerciantes e turismo, e muita falta de civismo, que mesmo não sendo da responsabilidade das autoridades esta ultima pode sempre fazer-se alguma coisa quanto mais não seja uma boa campanha de sensibilização e quem sabe começar por aqui não seria um primeiro grande passo. O Bairro Alto tem um enorme potencial que deve ser bem tratado, fica aqui o compromisso para levar a próxima Assembleia Municipal uma recomendação com a intenção de reabilitar e preservar o Bairro Alto com efeitos imediatos.

Por mais que digam que outros já fizeram e o PSD ficou calado não me parece que assim seja. As propostas que até hoje chegaram a Assembleia Municipal de Lisboa não tinham qualquer crédito ou capacidade de execução e para alem do mais tinham componentes altamente lesivas para os comerciantes e transeuntes, e o que se pretende é um Bairro Alto feito para todos sem excepção. Porque fazer propostas por fazer o melhor mesmo é estar sossegado. O  que se pretende é fazer com todos a participar por mais difícil que seja, o desafio é mesmo esse; seremos nos cidadãos de Lisboa capazes de fazer tudo para conseguir dar nobreza e dimensão a uma determinada zona da cidade? Ou somos meros demagogos que apenas nos interessa é o escárnio e mal dizer?

Nota: Aceito sugestões para a referida Recomendação, envie a sua para joao.miguel.mesquita@cm-lisboa.pt

Posted by João Miguel Mesquita at 13:57:11 | Permalink | No Comments »

Recomendação sobre as Juntas de Freguesia em Assembleia Municipal

  PDF Imprimir e-mail
06-Dez-2007

1. Tendo em vista a obrigação para as Freguesias, que decorre da Lei vigente, em convocar as competentes Assembleia de Freguesia para apreciação e votação do Orçamento para 2008 e outros instrumentos complementares, durante o mês de Dezembro p.ºf.º e a inerente necessidade de preparação e execução prévia desses mesmos instrumentos;

2. Tendo também em consideração que em anterior sessão da Assembleia Municipal de Lisboa ficou aprovada a Proposta da Câmara Municipal de Lisboa para prorrogar a vigência dos Protocolos de Delegação de Competências da Câmara nas Juntas de Freguesia, mas tal apenas até à conclusão do presente ano civil;

3. Dado que as Juntas de Freguesia se organizaram para dar cumprimento aos compromissos assumidos nesses Protocolos ao longo de todo o presente Mandato Autárquico, mobilizando para o efeito os meios humanos necessários aos meios materiais transferidos e a transferir pela Câmara;

4. Visto não ser legalmente admissível orçamentar as operações inerentes a essas delegações de competência, relativas a acções sociais de cooperação com Colectividades Locais, de actividades em Escolas e apoio às Famílias e outros, sem conhecimento prévio do âmbito e qualidade das mesmas delegações, devido a evidentes considerações de cabimentação orçamental, levando à eventual necessidade de dispensa de elevado número de técnicos, colaboradores, monitores e outros prestadores de serviços em todas as Juntas de Freguesia da cidade de Lisboa, com elevado prejuízo próprio e para os Munícipes.

Os Deputados da Assembleia Municipal de Lisboa reunidos em Sessão Extraordinária de 04 de Dezembro de 2007, deliberam recomendar à Câmara Municipal de Lisboa que:

1. Até ao fim da primeira semana de Dezembro corrente informe as Juntas de Freguesia de Lisboa de quais as Delegações de Competência que a Câmara irá celebrar para o remanescente do Mandato Autárquico;

2. No mesmo prazo, quantifique de forma absoluta ou pelo menos relativa aos anos anteriores, as verbas que virão a ser movimentadas para esses fins sociais;

3. Na quantificação desses montantes tenha em consideração a perda aquisitiva por razões inflacionárias.

Os Deputados Municipais

(João de Magalhães Pereira)   (João Mesquita)

 

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06-Dez-2007

1. Tendo em vista a obrigação para as Freguesias, que decorre da Lei vigente, em convocar as competentes Assembleia de Freguesia para apreciação e votação do Orçamento para 2008 e outros instrumentos complementares, durante o mês de Dezembro p.ºf.º e a inerente necessidade de preparação e execução prévia desses mesmos instrumentos;

2. Tendo também em consideração que em anterior sessão da Assembleia Municipal de Lisboa ficou aprovada a Proposta da Câmara Municipal de Lisboa para prorrogar a vigência dos Protocolos de Delegação de Competências da Câmara nas Juntas de Freguesia, mas tal apenas até à conclusão do presente ano civil;

3. Dado que as Juntas de Freguesia se organizaram para dar cumprimento aos compromissos assumidos nesses Protocolos ao longo de todo o presente Mandato Autárquico, mobilizando para o efeito os meios humanos necessários aos meios materiais transferidos e a transferir pela Câmara;

4. Visto não ser legalmente admissível orçamentar as operações inerentes a essas delegações de competência, relativas a acções sociais de cooperação com Colectividades Locais, de actividades em Escolas e apoio às Famílias e outros, sem conhecimento prévio do âmbito e qualidade das mesmas delegações, devido a evidentes considerações de cabimentação orçamental, levando à eventual necessidade de dispensa de elevado número de técnicos, colaboradores, monitores e outros prestadores de serviços em todas as Juntas de Freguesia da cidade de Lisboa, com elevado prejuízo próprio e para os Munícipes.

Os Deputados da Assembleia Municipal de Lisboa reunidos em Sessão Extraordinária de 04 de Dezembro de 2007, deliberam recomendar à Câmara Municipal de Lisboa que:

1. Até ao fim da primeira semana de Dezembro corrente informe as Juntas de Freguesia de Lisboa de quais as Delegações de Competência que a Câmara irá celebrar para o remanescente do Mandato Autárquico;

2. No mesmo prazo, quantifique de forma absoluta ou pelo menos relativa aos anos anteriores, as verbas que virão a ser movimentadas para esses fins sociais;

3. Na quantificação desses montantes tenha em consideração a perda aquisitiva por razões inflacionárias.

Os Deputados Municipais

(João de Magalhães Pereira)   (João Mesquita)

 

Posted by João Miguel Mesquita at 13:42:19 | Permalink | No Comments »